Todo mundo quer escrever um livro. Isso é um problema?

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Todo mundo quer escrever um livro. Isso é um problema?

Pessoa escrevendo um livro em uma escrivaninha com livros ao redor

O desejo de escrever um livro parece permear quase todos os círculos sociais. Seja um amigo que sempre teve uma história para contar, um colega de trabalho com uma pesquisa acadêmica fascinante, ou até mesmo a criança que cresceu imersa em mundos fantásticos, a vontade de registrar pensamentos, experiências ou ficções no formato de um livro é surpreendentemente comum. Mas será que essa aspiração universal representa um problema, ou é, na verdade, um reflexo da nossa necessidade intrínseca de compartilhar e criar? A resposta curta é: não, não é um problema. Pelo contrário, é um motor poderoso para a diversidade cultural e a expressão individual.

Muitas vezes, a ideia de escrever um livro surge de um lugar de paixão e necessidade de expressão, e não de uma busca por validação externa ou de uma ambição desmedida. Pessoas de todas as idas buscam eternizar memórias, compartilhar conhecimentos valiosos, ou simplesmente dar vazão a uma criatividade que pulsa em suas mentes. A grande questão, então, não é se todos querem escrever, mas sim como tornar esse desejo uma realidade acessível e gratificante, superando os obstáculos que historicamente impediram muitos de sequer começar.

Desmistificando a ‘escrevinhação’: para quem você realmente escreve?

Um dos maiores receios que pairam sobre quem deseja escrever um livro é a dúvida sobre a intenção por trás da obra. Seria para agradar os outros? Para buscar fama? Para se tornar o próximo grande nome da literatura? A verdade, como aponta a Companhia das Letras, é que a escrita deve, acima de tudo, ser uma jornada pessoal. Tentar escrever para agradar a todos é uma receita para a frustração e a perda da autenticidade. A pressão para atender a expectativas alheias pode sufocar a voz única do autor e comprometer a essência da história.

A intenção primária da escrita de um livro, para a vasta maioria, reside na necessidade de expressar algo. Pode ser uma experiência de vida transformadora, um conhecimento profundo sobre um determinado assunto, uma narrativa ficcional que clama para ser contada, ou até mesmo a necessidade de processar emoções e pensamentos. O foco deve estar na satisfação pessoal e na crença de que aquela história ou informação tem valor intrínseco, e não em métricas externas de sucesso.

Por que o sonho de escrever um livro é tão sedutor?

A atração pelo universo da escrita é multifacetada. Como observado pelo Clube de Autores, muitas pessoas crescem influenciadas por histórias marcantes, como as de Harry Potter, e desenvolvem um anseio por criar seus próprios mundos. Essa nostalgia e o desejo de replicar a magia vivida na infância são poderosos motivadores. Além disso, crises existenciais, como a meia-idade, podem despertar um desejo de eternizar legados, de deixar uma marca no mundo através de memórias e aprendizados.

O impulso criativo é outro fator determinante. Há quem possua uma mente transbordando de ideias, poemas, crônicas e ilustrações que necessitam de um canal de expressão. A escrita se torna, nesse caso, uma ferramenta essencial para dar forma a essa exuberância criativa. E, claro, há o sonho de conquistar o reconhecimento no cenário literário, de ver o próprio nome estampado em lombadas de livros nas prateleiras, um desejo legítimo que impulsiona muitos a buscar o ofício de escritor.

Os gatilhos mais comuns para o desejo de escrever:

  • Influência de leituras marcantes na infância e adolescência.
  • Busca por um legado ou pela eternização de memórias em fases de transição da vida.
  • Necessidade de compartilhar pesquisas acadêmicas ou conhecimentos especializados.
  • A ânsia de dar vazão a uma criatividade transbordante em diversas formas de arte.
  • O desejo de reconhecimento e prestígio no universo literário.

O funil da publicação: por que nem todos que querem, escrevem?

Se tantas pessoas anseiam por escrever, por que o número de livros publicados não reflete essa demanda? A resposta, historicamente, reside nas barreiras do mercado editorial tradicional. O processo de submissão a editoras é frequentemente longo, burocrático e repleto de incertezas. A espera por uma resposta pode se estender por meses ou anos, e a rejeição, muitas vezes, é a única resposta recebida, o que pode ser desanimador para quem dedicou tempo e esforço à sua obra.

Além da espera, há a questão do investimento financeiro. Publicar com editoras tradicionais pode envolver custos significativos, seja através de contratos editoriais, seja pela necessidade de investir em marketing e divulgação que muitas vezes recaem sobre o autor. Essa combinação de fatores – a demora, a burocracia, o custo e o medo da rejeição – leva muitos a abandonar o sonho antes mesmo de dar os primeiros passos concretos na escrita ou na publicação.

A revolução da autopublicação: democratizando o acesso à literatura

Felizmente, o cenário editorial tem passado por uma transformação significativa, impulsionada pela inovação e pela democratização do acesso. A autopublicação emergiu como uma alternativa poderosa, permitindo que autores contornem as muralhas do mercado tradicional e levem suas histórias diretamente aos leitores. Plataformas como o Clube de Autores oferecem um caminho viável, gratuito e acessível para a publicação, rompendo com a ideia de que apenas um seleto grupo de autores consagrados tem o direito de ver seus livros nas prateleiras.

A autopublicação não é apenas uma forma de publicar um livro; é uma ferramenta de empoderamento para vozes diversas e histórias que, de outra forma, poderiam jamais ser ouvidas. Ela desafia o status quo e abre espaço para novas narrativas, gêneros e perspectivas que enriquecem o panorama literário. O crescimento expressivo da publicação independente, com dezenas de milhares de novos títulos lançados anualmente, como é o caso do Clube de Autores, comprova essa tendência.

Os benefícios da autopublicação:

  • Democratização: Permite que qualquer pessoa com uma história para contar publique seu livro.
  • Rapidez: O processo de publicação é significativamente mais ágil comparado ao mercado tradicional.
  • Controle Criativo: O autor mantém total controle sobre o conteúdo, design e estratégia de publicação.
  • Acesso ao Mercado: Livros autopublicados podem, sim, alcançar livrarias físicas e online.
  • Potencial de Lucro: O autor geralmente fica com uma parcela maior dos royalties.

Superando o preconceito e a desinformação: o papel do leitor e do autor independente

Apesar do avanço da autopublicação, ainda persistem preconceitos e desinformação sobre o tema. Parte dessa resistência vem da percepção de que obras independentes são, por natureza, de menor qualidade. No entanto, essa visão ignora a dedicação, o talento e o profissionalismo de muitos autores independentes, bem como a curadoria e o rigor que muitas plataformas de autopublicação oferecem.

É fundamental que a comunidade de leitores e escritores passe a valorizar e consumir ativamente obras independentes. Compartilhar essas descobertas nas redes sociais, dar feedback construtivo e, simplesmente, dar uma chance a um livro de um autor menos conhecido, são atitudes que ajudam a quebrar essa bolha. Ao fazer isso, não apenas apoiamos talentos emergentes, mas também contribuímos para um ecossistema literário mais rico, diverso e representativo.

O incentivo como ponte para o sonho: um empurrãozinho faz a diferença

Acredita-se que cada pessoa conhece, em média, sete pessoas que têm o desejo de escrever um livro. Esse dado, embora possa parecer informal, ilustra a amplitude desse anseio. Um simples incentivo, uma palavra de encorajamento, ou a informação correta sobre as ferramentas de publicação disponíveis pode ser o catalisador que faltava para transformar o sonho em realidade. Oferecer esse apoio, seja para um amigo, familiar ou colega, é um ato de grande valor.

Pesquisar sobre as opções de autopublicação, compartilhar artigos informativos sobre o tema, e principalmente, ler e divulgar autores independentes, são ações concretas que podem impulsionar a carreira de escritores iniciantes e enriquecer a literatura como um todo. Quem sabe a próxima grande voz literária não está ao seu lado, esperando apenas um pouco de reconhecimento e incentivo para compartilhar sua história com o mundo?

Conclusão: o universo literário é para todos que têm algo a dizer

A ideia de que “todo mundo quer escrever um livro” não é, de fato, um problema. Ao contrário, é um indicativo da força da narrativa e da criatividade humana. As barreiras do passado, que limitavam o acesso à publicação, estão sendo gradualmente derrubadas pela autopublicação, abrindo portas para uma diversidade sem precedentes de vozes e histórias. O verdadeiro desafio reside em desmistificar o processo, combater o preconceito e cultivar um ambiente de apoio mútuo entre autores e leitores.

Portanto, se você nutre o desejo de escrever, saiba que este é um caminho possível e gratificante. Explore as ferramentas disponíveis, invista em seu ofício, e, acima de tudo, escreva a história que precisa ser contada. O mundo literário está cada vez mais receptivo a novas vozes, e seu livro tem o potencial de encontrar seu público e fazer a diferença.

Quer receber uma leitura crítica da sua obra? Nos envie um e-mail para escola@tellers.com.br e peça um orçamento para começar agora a realizar o seu sonho de publicação. 

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