Gisèle Pelicot lança oficialmente na França sua autobiografia, obra que desvenda relatos inéditos sobre anos de estupros sistemáticos orquestrados por seu ex-marido. Os crimes ocorriam com a vítima dopada e inconsciente, envolvendo dezenas de agressores. O livro, que já circula globalmente, chega às livrarias brasileiras no dia 24 de fevereiro.
A publicação reflete o impacto de um dos processos judiciais mais emblemáticos da história recente europeia. Em 2024, 51 homens foram condenados pela participação nos crimes. Pelicot optou por não usar o anonimato durante o processo, convertendo sua experiência pessoal em um poderoso ato público de denúncia.
Sua coragem a transformou em um símbolo mundial na luta pelos direitos das mulheres e no combate à cultura do estupro. A demanda editorial internacional pela narrativa de resistência e justiça é expressiva, com o livro já traduzido para vinte e duas línguas.
Além de detalhar os abusos, a obra promete trazer as reflexões de Pelicot sobre o sistema de justiça e a centralidade do consentimento. Estes temas foram cruciais em seu julgamento e influenciaram o debate legislativo em diversas nações.


