Por que escrever livros ainda importa

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Por que escrever livros ainda importa

Uma mão escrevendo em um tinteiro com uma pena, cercada por livros antigos.

Por que escrever livros ainda importa em 2026

Em um mundo cada vez mais digital e acelerado, onde a informação flui instantaneamente e a atenção do público é disputada a cada segundo, pode surgir a pergunta: por que escrever livros ainda importa? A resposta é simples e profunda: a escrita de livros transcende a efemeridade das mídias digitais, oferecendo uma forma única de registrar conhecimento, compartilhar histórias e moldar o pensamento de gerações. A capacidade de um livro de imergir o leitor em um universo de ideias, a profundidade que ele permite explorar temas e a sua duradoura influência o tornam uma ferramenta de valor inestimável, tanto para o autor quanto para a sociedade.

Pode parecer contraintuitivo em um tempo de vídeos curtos e posts virais, mas a escrita de um livro continua a ser um ato poderoso de comunicação e legado. A forma como um livro é capaz de capturar a atenção e guiar o leitor por uma narrativa ou um conjunto de informações é incomparável. Essa imersão profunda, aliada à capacidade de construir autoridade e transmitir conhecimento de maneira estruturada e confiável, garante que a literatura, em suas diversas formas, mantenha seu lugar de destaque na cultura e na sociedade.

A arte de eternizar ideias e histórias

Escrever um livro é, antes de tudo, um ato de imortalidade. É a maneira de dar forma a pensamentos, experiências e narrativas que, de outra forma, poderiam se perder no tempo. Como um professor universitário com vasta experiência na edição de livros médicos e científicos, pude presenciar como a escrita acadêmica atualiza o conhecimento e permite pesquisas bibliográficas detalhadas. No entanto, a magia reside também nas obras não científicas, onde a memória e a criatividade se entrelaçam para dar vida a temas escolhidos, como conta Antonio Carlos Lima Pompeo em sua experiência com o livro “Meus Tempos no Guaçu”. Ele relata como sua obra, que preservava a história de uma cidade, tocou profundamente leitores de diversas origens, gerando um fluxo contínuo de correspondências e feedbacks emocionados ao longo de décadas. Essa conexão humana, mediada pela escrita, demonstra o poder duradouro das palavras impressas.

Essa capacidade de ressonância é visível em diversas esferas. A publicação de “Meus Tempos no Guaçu”, originalmente uma crônica sobre a vida do autor na cidade, tornou-se um marco cultural, esgotando sua primeira edição em poucos meses. O autor, incentivado pela repercussão e pelo desejo de compartilhar outras experiências vividas em diferentes países, lançou posteriormente “Reflexões – Histórias Vividas” (2024), que também obteve grande sucesso. Essas realizações o levaram a ser reconhecido por instituições importantes como a Academia Cristã de Letras e a Sociedade Brasileira de Médicos Escritores (SOBRAMES), evidenciando como a escrita pode não apenas perpetuar a memória, mas também construir autoridade e credibilidade para o autor.

A escrita de um livro, como ressalta Pompeo, é uma tarefa rigorosa que exige disciplina, foco e exercício mental. Não se trata apenas de registrar fatos, mas de transferir momentos de meditação e reflexão para o papel. Embora colaboradores possam auxiliar, a voz do autor é insubstituível. Mentores devem guiar, não ditar. Ao editar um livro, o autor contribui positivamente para a comunidade, transformando sua obra em fonte de inspiração, transmitindo ideias, histórias e valores que podem influenciar vidas por décadas, séculos ou até milênios, como é o caso da Bíblia. Essa influência duradoura é um dos pilares da importância da escrita literária.

Construindo autoridade e carreira

No competitivo mercado de trabalho atual, a escrita de artigos e livros emerge como um diferencial crucial. Profissionais que publicam demonstram não apenas conhecimento, mas também iniciativa, capacidade de comunicação e um desejo de compartilhar suas ideias. Head hunters e gestores de recursos humanos frequentemente pesquisam sobre profissionais na internet, e ter um histórico de publicações pode ser um fator decisivo em processos seletivos e promoções. A Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) de Vitória da Conquista destaca que, com as facilidades tecnológicas atuais, a publicação tornou-se mais acessível do que nunca, permitindo que qualquer profissional divulgue seus conhecimentos e ideias, tornando-se mais conhecido e percebido como atuante e influente.

Para quem almeja ascensão profissional dentro de empresas, a visibilidade gerada pela publicação nos meios de comunicação — sejam blogs, portais ou livros — cria oportunidades de crescimento. Para autônomos, como médicos, advogados ou consultores, essa exposição é fundamental para atrair clientes e negócios. O ato de escrever, seja um artigo ou um livro, projeta o profissional como um especialista em sua área, solidificando sua reputação e abrindo portas para novas parcerias e projetos.

As etapas da jornada literária

Para aqueles que consideram iniciar sua jornada literária, a sugestão é começar com artigos. Eles são mais rápidos de produzir e fáceis de publicar, permitindo que o autor ganhe prática e feedback. A CDL Vitoria da Conquista oferece orientações valiosas para a escrita de artigos, enfatizando a adequação ao público, a lógica expositiva clara e objetiva, a redação correta e, acima de tudo, o conteúdo relevante. Um texto bem escrito e informativo não apenas cativa o leitor, mas também promove a imagem do autor, em vez de prejudicá-la.

Ao adquirir experiência com artigos, o próximo passo natural é aventurar-se na escrita de livros. Aqui, a pesquisa de mercado torna-se essencial para identificar obras concorrentes e definir um diferencial. Seja na abordagem do assunto, no estilo de linguagem ou no público-alvo, a diferenciação é chave. O planejamento da obra, com a definição de capítulos e sua sequência lógica, é fundamental para evitar redundâncias e garantir uma narrativa coesa. Após a redação, uma leitura crítica por terceiros, imparciais e com interesse no tema, é indispensável para refinar a mensagem e a agradabilidade da leitura.

A decisão entre publicação via editora ou produção independente também é um ponto crucial. A produção independente é particularmente vantajosa para profissionais que já possuem uma rede de contatos e facilidade em divulgar seus trabalhos. Por outro lado, a publicação por uma editora conceituada pode conferir um aval de qualidade à obra. A escolha da editora deve ser alinhada ao segmento específico do livro, garantindo que ele alcance o público certo. Como sugere a fonte, experimentar com um artigo e buscar feedback é um excelente ponto de partida para aprimorar habilidades e persistir na arte da escrita.

O legado duradouro da palavra escrita

Em suma, a importância de escrever livros em 2026 não diminuiu; pelo contrário, pode ter se intensificado como um contraponto à superficialidade e à fugacidade do conteúdo digital. Livros oferecem profundidade, permanência e a oportunidade de construir um legado. Eles são ferramentas poderosas para o desenvolvimento pessoal e profissional, permitindo que autores compartilhem seu conhecimento, moldem opiniões e inspirem mudanças. A jornada da escrita, embora rigorosa, recompensa o autor com a satisfação de eternizar ideias, consolidar autoridade e, em última instância, transcender a própria mortalidade através de suas palavras.

A decisão de escrever um livro é um convite para explorar o próprio interior, organizar pensamentos e contribuir para o acervo cultural da humanidade. Seja para registrar memórias pessoais, compartilhar descobertas científicas ou tecer narrativas cativantes, o ato de escrever um livro permanece como um dos legados mais valiosos que um indivíduo pode deixar. É um convite à reflexão, ao aprofundamento e à conexão humana, provando que, mesmo na era digital, a força da palavra impressa continua a ecoar.

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